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Se não fosse a minha irmã, discutir-se-ia em Portugal, seriamente, a morte assistida?...

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Público, 18.04.2009

Comments

As posições neste debate parecem-me muito semelhantes às da legalização da IVG. Uma grande parte dos que se opõe (não todos, mas uma grande parte) recusa-se a ouvir e a colocar-se no lugar do outro. Assumem uma pretensão posição de superioridade moral que não leva a lado nenhum e que só demonstra insensibilidade, mas isto vai!

Em mundo de cegos quem tem um olho é rei. A dificuldade
da sociedade actual em enfrentar a vida e tudo o que lhe esta associado (em particular a doença, a dor, a morte) visivel em argumentos falsos,torna o debate do direito a morrer, num discurso de egos bem intencionados.A questao da morte assistida, nao é dificil de compreender, nem de aceitar. Anda tudo com um excesso de zelo e belos sentimentos. Quando um doente pede expressamente para o ajudarem a por fim ao seu sofrimento, ajudando-o a morrer, é assim tao dificil de aceitar ajuda-lo ? Porquê?
é pena ser necessario tanto discurso escrito e tanto bla,bla.
Se pensarmos bem, ajuda a preencher os dias. Nos, os humanos, somos muito inteligentes e altruistas. Que nao se duvide.

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