Improviso para saudar o Esteves...
Há quem viva de ler as mãos
e quase sempre se perca em todas
como se nenhum destino
tivesse livros para contar
ou o silêncio inverso
podia começar assim uma história
de infortúnio profissional
no preciso instante em que a noite se despisse
e todos os livros já se tivessem deitado
e adormecido
para não acordarem mais
que fadas diz-me
serviriam então a madrugada
ao balcão da pastelaria?
Ademar
14.05.2008