« Saudades compartilhadas do Francisco Botelho... | Main | »

j1.jpg

Confesso, publicamente, o meu défice de patriotismo: já não consigo ouvir o primeiro-ministro. Ela fala quadrado ou rectangular, conforme o espelho em que se vê no momento. E tem esgares, muitos esgares, parece que está sempre zangado com a vizinha da frente ou do lado. E projecta, permanentemente, um país em forma de ficção ou uma ficção em forma de país. Na entrevista desta noite à SIC, só consegui estar atento ao que ele disse na secção dedicada à educação. Em 2005, o investimento crescia, o número de professores aumentava, o número de alunos baixava e o insucesso... permanecia. Depois disso, o investimento manteve-se, o número de professores diminuiu, o número de alunos cresceu, o insucesso... baixou. Repito. Em 2005, o investimento crescia, o número de professores aumentava, o número de alunos baixava e o insucesso... permanecia. Depois disso, o investimento manteve-se, o número de professores diminuiu, o número de alunos cresceu, o insucesso... baixou. Torno a repetir. Em 2005, o investimento crescia, o número de professores aumentava, o número de alunos baixava e o insucesso... permanecia. Depois disso, o investimento manteve-se, o número de professores diminuiu, o número de alunos cresceu, o insucesso... baixou. Não consegui fixar mais nada...

Comments

Porque não dar uma nova oportunidade ao rapaz?......mandem-no para bruxelas!

O que o primeiro ministro quis dizer é que a política de educação do seu governo se resume a um contínuo equilíbrio do sobe e desce. Ninguém entendeu o preciosismo do seu raciocínio.
Salazar, no entanto, foi mais ambicioso ao proclamar que a cada português bastava ler e contar.

Post a comment

(If you haven't left a comment here before, you may need to be approved by the site owner before your comment will appear. Until then, it won't appear on the entry. Thanks for waiting.)