Depois do cemitério, o necrotério...
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Depois do jardim, a escola. Depois do cemitério, o necrotério. A lógica da educação organizada pelos estados é sempre a lógica inversa da vida (ou da morte, sua irmã gémea). Primeiro, enterra-se os cadáveres. Só depois se procede à autópsia. A escola remata o trabalho do jardim. Não basta matar e enterrar a infância – é necessário, sobre os restos mortais da criança, fazer aparecer o adulto. A escola, com uma eficácia cirúrgica, organiza e promove a metamorfose.