A poesia morre na praia da escola...
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Cada sala de aula é uma morgue, as crianças trabalham sobre cadáveres. Antes da autópsia, é necessário acabar de vez com os ainda moribundos. A escola acredita que, à vista das entranhas dos corpos retalhados, as crianças ganharão amor aos cadáveres, identificar-se-ão com eles, desejarão partilhar o seu destino. A poesia morre na praia da escola, quando a criança é chamada a empunhar o bisturi dos gramáticos e dos linguistas para a estocada final.
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mes culpa, mea culpa. às vezes tento fugir às imposições programáticas mas...
Posted by: cândida | novembro 26, 2006 05:29 PM