Viver não custa...
Tomei hoje uma decisão de inequívoca amplitude patriótica: vou fundar-me, quero dizer, criar uma Fundação. A designação (Fundação Ademar Santos) poderá parecer-vos algo narcísica, mas a verdade, verdadinha é que me limito a seguir o exemplo de Calouste Gulbenkian, Cupertino Miranda, António de Almeida, Eugénio de Andrade, Mário Soares, António Champalimaud, meus ilustres predecessores e inspiradores. Não sei ainda que património legarei à Fundação, mas estou tranquilo relativamente ao futuro; posso garantir-vos que o financiamento dos projectos e das actividades, através de generosas subvenções estatais, está garantido (os meus amigos no governo já me felicitaram pelo patriotismo fundacional). E há-de ainda sobrar algum para o Presidente do Conselho de Administração, que, naturalmente, serei eu.
Viver, meus caros leitores, não custa...
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