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Antologia poética (126)...

Improviso sobre uma silhueta...

De vez em quando
imerjo no silêncio
e caverno-me de murmúrios
a noite é mais
do que este labirinto de vozes e luzes
em que apago
desabrigo-me nela
mergulhando discretamente
na invisibilidade do esquecimento.

Ademar
18.10.2005

publicado em abnoxio2.blogs.sapo.pt

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